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updated 12:49 PM WEST, Aug 20, 2019
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JÁ DISPONÍVEL: 22.ª edição da revista digital semestral Plural&Singular para 'download' e visualização 'online' | CONCURSO DE FOTOGRAFIA com prazo de candidaturas já aberto, consulte o regulamento!

2019: Estão abertas as candidaturas ao concurso internacional de fotografia “A inclusão na diversidade”

Estão abertas, até 15 de outubro, as candidaturas ao concurso internacional de fotografia “A inclusão na diversidade”. E na sexta edição desta iniciativa a organização quer chamar a atenção para as questões de género e, ao mesmo tempo, tornar o concurso de fotografia ainda mais acessível graças à parceria com o mestrado em Comunicação Acessível do Instituto Politécnico de Leiria.

O concurso internacional de fotografia “A inclusão na diversidade” a equidade e a igualdade de oportunidades e, seis anos depois do lançamento desta iniciativa, a revista digital Plural&Singular, gerida pelo Núcleo de Inclusão, Comunicação e Media, decidiu convidar Manuela Ralha para júri com o intuito de chamar a atenção para a interseção entre dois eixos de opressão: a deficiência e o género.

 

 

“Depois de, em cinco edições, convidarmos pessoas para integrar o painel de jurados sempre ligadas às questões da inclusão na deficiência, considerámos que está na hora de aproveitar a visibilidade do concurso para chamar a atenção para a interseccionalidade e como tal entendemos que a Manuela Ralha seria a pessoa ideal para dar início a esta nova visão do concurso – assumindo que é uma figura pública, enquanto política, é também mulher e, como tal, é uma importante representante das dificuldades de se ser mulher e se ter deficiência”, explica a organização.

Manuela Ralha é vereadora da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira. Enquanto ativista nas questões da inclusão e por ter paraplegia também tem trabalhado com a União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR) em vários seminários e publicações sobre a questão das mulheres com deficiência e a questão das múltiplas discriminações. “Não só em razão da deficiência mas em razão do intersecionismo devido às variáveis que se cruzam, logo o facto de ser mulher com deficiência é motivo para dupla discriminação”, completa Manuela Ralha.

Sobre o concurso de fotografia se assumir como uma iniciativa capaz de chamar a atenção para a questão da Interseccionalidade - que se refere à interdependência das relações sociais de raça, sexo e classe, entre outras para explicar a importância de considerar a “sobreposição” de eixos de opressão – Manuela Ralha considera que qualquer iniciativa que chame a atenção para as questões da inclusão, “seja em termos sociais, de pessoas com deficiência, seja uma questão de género, racial, étnica ou de sexo ou de orientação sexual”, é válida.

“É muito importante este concurso de fotografia porque as pessoas muitas vezes reagem mais à imagem do que a textos imensos que uma pessoa possa escrever sobre o assunto”, começa por dizer. “Efetivamente, as questões visuais são muito mais cirúrgicas do que propriamente as palavras que possamos escrever e esta é de facto uma iniciativa que já está consolidada e que cada vez mais ganha espaço e que cresça cada vez mais para que contribua para que a inclusão seja uma realidade em todos os seus domínios”, conclui.

A ativista vai juntar o olhar “amador” na avaliação das fotografias, como vem sendo habitual, ao olhar técnico dos dois especialistas que completam o trio de jurados: Sónia Silva, em representação do Centro Português de Fotografia, nomeada presidente do júri, e o fotojornalista do jornal Público, Paulo Pimenta.

A outra novidade prende-se com o convite que a Plural&Singular lançou à Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria para trabalhar a acessibilidade das fotografias do concurso a pessoas cegas e com baixa visão. Os alunos do mestrado em Comunicação Acessível foram desafiados a fazer a descrição das 16 fotografias vencedoras das cinco edições d’“A inclusão na diversidade” e a primeira fase desta parceria já foi concluída.

“Os textos têm que ser muito curtos e têm que se cingir à mensagem inicial de descrição, tirando a interpretação para respeitar os princípios básicos da objetividade e da neutralidade e, por isso, o procedimento depois dos textos enormes que tinham feito foi juntar um pequeno grupo de pessoas para fazer cortes”, explica a coordenadora do mestrado em Comunicação Acessível da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, Carla Freire.

Na próxima fase pretende-se completar esta descrição com as notas preliminares, dando destaque à descrição que o autor da fotografia faz da imagem para que posteriormente, na fase de locução tudo seja considerado para a audiodescrição. “Quem for a fazer a parte áudio, tem, não só de falar da descrição, mas também contextualizar quem é o autor, o porquê da foto e só depois explicar o que ali está”, completa Carla Freire.

O futuro desta parceria prende-se com a tentativa de tornar estas fotografias táteis. “Mas nós já verificámos que a questão dos contornos não chega”, sublinha a responsável. “Em testes com pessoas cegas e com baixa visão reparámos que só o contorno não chega, mesmo com uma boa audiodescrição é muito complicado. Porque quem tem cegueira adquirida tem uma memória visual, torna-se mais fácil. Quem tem cegueira congénita não tem qualquer representação visual. E o facto de sentir apenas contornos mesmo que estejam descritos dificilmente poderão compreendê-los”, acrescenta.

A longo prazo e com base na investigação, Carla Freire avança que se pretende testar “diferentes padrões e diferentes texturas para tentar dar relevo a áreas mais significativas da fotografia e depois com o apoio da descrição, da audiodescrição de facto torná-las acessíveis”.

À Plural&Singular e ao Instituto Politécnico de Leiria para validar o trabalho efetuado é essencial o apoio da ACAPO e que pessoas que estão cegas testem a aplicação das próprias normas universais. “Que nos tentassem representar com palavras delas o que é compreendido ou não daquela fotografia. Existem normas universais, vamos aplicá-las mas depois vamos testar se, efetivamente, transmitem a informação”, frisa Carla Freire.

O resultado desta parceria pretende ser apresentado na exposição itinerante das fotografias que venceram as cinco edições do concurso internacional de fotografia “A inclusão na diversidade” que a Plural&Singular está a preparar para inaugurar em 2019. “Temos que tornar esta iniciativa o mais inclusiva possível para respeitar o mote que a tem vindo a acompanhar: “A ‘inclusão na diversidade’ é um ‘mar de possibilidades’, e para esta exposição há tanto que deve e pode ser equacionado, em termos de aspetos concretos e simbólicos da inclusão de TODOS os que de alguma maneira são alvo de preconceitos e de discriminação. A Plural&Singular decidiu começar com a acessibilidade da fotografia a pessoas com deficiência visual, mas há muito mais a fazer para tornar esta exposição um exemplo de perfeita inclusão [risos]. Ou quase perfeita”, acrescentam os responsáveis da Plural&Singular.

De resto, tudo permanece igual. O Centro Português de Fotografia (CPF), continua a ser o parceiro principal desta iniciativa e o local que acolhe a exposição dos vencedores.

Este concurso de fotografia, em 2019, continua à procura da "inclusão na diversidade" e desafia tanto fotógrafos amadores como profissionais a participar, se quiseram também com exemplares de exclusão, apontando o dedo à discriminação que ainda teima em existir quer nas questões que digam respeito à deficiência, como também ao género, à orientação sexual, religião, raça e etnia, idade, enfim qualquer questão que dê lugar a atos discriminatórios associados às ‘diferenças’.

Outros dos propósitos desta iniciativa é assinalar o aniversário da Plural&Singular e o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, ambos comemorados a 3 de dezembro.

A Plural&Singular volta a lançar um repto a todas as entidades e instituições para participarem e darem a conhecer os projetos que poderão estar por trás das imagens que candidatam. Mais do que ganhar, o objetivo é contribuir para o registo da Inclusão na Diversidade, participando…

Embora esteja patente no regulamento, nota para o facto das fotografias serem avaliadas com base nos seguintes critérios: adequação ao tema do concurso; originalidade; criatividade; composição e podem concorrer todos os fotógrafos, amadores e profissionais, crianças e adolescentes, jovens, adultos e idosos, a título individual ou em representação de alguma entidade.

Em 2014, naquela que foi a edição de arranque do “A Inclusão na Diversidade” estiveram a concurso 61 fotografias, tendo o CPF registado a visita de 3.802 pessoas à exposição que resultou desta iniciativa. Em 2015 estiveram 85 fotografias a concurso e a exposição recebeu 5684 visitas. Na 3.ª edição do concurso de fotografia “A inclusão na diversidade”, em 2016, a participação superou as expetativas da organização: contabilizaram-se 144 imagens candidatas, um número que ultrapassa as duas edições anteriores e 3.901 pessoas visitaram a exposição do CPF. Na edição de 2017 o concurso recebeu 107 fotografias, metade das candidaturas eram internacionais e a exposição no CPF recebeu 6.542 visitantes. Em 2018 o concurso recebeu 149 fotografias e o artigo de lançamento desta edição do concurso teve 16460 visualizações.

Por último, sublinhar que os vencedores do concurso são anunciados publicamente com o lançamento da 23.ª edição da revista digital Plural&Singular durante a manhã do dia 3 de dezembro e numa cerimónia a realizar na parte da tarde no Centro Português de Fotografia, no Porto.

As candidaturas podem ser entregues por correio ou por email até 15 de outubro.


Mais informações através do email Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou pelo telefone 913077505.

 

DOCUMENTOS DISPONÍVEIS PARA DESCARREGAR:

Regulamento 

Ficha de inscrição

Autorização parental

Autorização de uso de imagem

Cartaz em PDF

Cartaz em JPEG

 

Regulation

Application form

Parental consent

Image use consent

Cover English version PDF

Cover English version JPEG 

 

Júri da 6.ª edição do concurso de fotografia:

Sónia Silva - Presidente do júri - técnica do Centro Português de Fotografia/Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. 

 

Paulo Pimenta – fotojornalista do jornal Público.

 

 

Manuela Ralha - Ativista na área da deficiência e vereadora da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira

 

Parceiros:

     

Apoios e Patrocínios:

               

               

 

Parceiros de divulgação:

 

  

       

 

                   

 

GALERIA DE IMAGENS 2014

A primeira edição desta iniciativa, promovida pela Plural&Singular em parceria com o Centro Português de Fotografia, contou com 61 imagens a concurso no âmbito de 28 candidaturas tanto nacionais como internacionais.

GALERIA DE IMAGENS 2015

A 2.ª edição do concurso de fotografia “A inclusão na diversidade” tem balanço positivo: a organização contabiliza 85 imagens candidatas, um número que supera a 1.ª edição que registou 61 fotografias a concurso.

GALERIA DE IMAGENS 2016

A 3.ª edição do concurso de fotografia “A inclusão na diversidade” reuniu 144 fotografias, um número que superou as expatativas da organização de ultrapassar a centena de exemplares de "inclusão na diversidade".

GALERIA DE IMAGENS 2017

Foram 107 as imagens enviadas na 4.ª edição do concurso de fotografia “A inclusão na diversidade”, a edição que assegurou o "estatuto" internacional desta iniciativa, tendo em consideração que metade das candidaturas eram provenientes do estrangeiro. 

 

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