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“Maria Cereja e João Violino”: Rui Machado escreve, Carla Monteiro ilustra


O livro, na gaveta há dois anos, foi, corajosamente, lançado agora por Rui Machado, o escritor que é bravo pela obstinação em escrever, escrever, escrever e, mesmo sem apoios, pela persistência em publicar, publicar, publicar. E deste lado, os leitores que tiveram a sorte de conhecer as suas obras agradecem-lhe a teimosia e pedem mais. E ele acata o pedido. Depois de, em 2014, ter lançado o primeiro livro de poesia “Finalmente Mar”, o escritor aventurou-se, em 2015, pela prosa, ao publicar “Uma forma de continuar” mas regressou aos versos com a publicação de “Qualquer dia, Amo-te”, em 2016. Agora decidiu escrever este conto infantojuvenil - apresentado no sábado, dia 21, pelas 17h00 no Fórum Cultural de Ermesinde, em Valongo - e promete lançar outra obra no final deste ano.

 

Plural&Singular (P&S) - Agora o Rui Machado decidiu trilhar outros caminhos e escreveu um conto juvenil. O que o motivou a escrever algo, aparentemente, mais leve?
Rui Machado (RM) -Não considero que seja mais leve. O “aparentemente” é justo na questão. O tema do livro é denso e complexo, na medida em que pretendi dar uma compreensão para o amor. E acresce ainda a dificuldade maior que é adaptar a escrita para o público infanto-juvenil. Aquilo que me moveu mesmo foi gostar muito da pequenada, o que com a chegada dos meus sobrinhos se tornou um sentimento ainda mais forte. A ideia de eles e outras crianças ou jovens me lerem é para mim encantadora. Quero muito estar à altura.


P&S - Para lançar novos livros é sempre necessária uma boa dose de coragem, como consegue “sobreviver” à crítica?
RM - Coragem e doses colossais de teimosia. Este livro está escrito há dois, mas como o mercado editorial português está praticamente interdito a pequenos autores, foi ficando na gaveta a aguardar dias melhores. Felizmente, posso dizer que as reacções – nem me parecem que sejam críticas - que tenho recebido foram, em regra, positivas. Posso imaginar que se não fosse apenas um pequeno autor e chegasse a um maior número de pessoas, por ventura não seria tanto assim. Não sei. Até ao momento com o feedback dos leitores que tenho e a pouca repercussão nos media, creio não ser correcto fazer considerações justas relativamente às críticas que me chegam e achá-las representativas. Mas, claro, todo o apoio que tenho recebido nos últimos quatro anos tem sido muito motivador para continuar este percurso na escrita.

P&S - Pode-se considerar que lançar esta obra é um ato de bravura suprema? Isto porque os jovens são mais genuínos ao manifestar os likes e os dislikes. Que expetativas tem em relação à aceitação deste livro por parte dos leitores?
RM - O lançamento de um novo livro é sempre uma fase da vida onde a ansiedade aparece, assim como também o medo. Normalmente o texto passa por alguns olhos antes de ser editado e ainda que nos digam que é um bom trabalho, há sempre, para o autor, um espaço gigantesco para a dúvida. A possibilidade de as pessoas não gostarem é sempre real. Neste livro essa ansiedade e medo confesso que se adensam, já que, de facto, os mais jovens são muito mais verdadeiros e sinceros na manifestação dos seus gostos. É assim, faz parte. Os próximos dias são assim, mas eu acredito que será bem aceite e que serão muitos aqueles que gostarão.

P&S - Como é que nasceu a personagem Maria Cereja? Inspirou-se em alguém?
RM - Esta história surgiu a partir das ilustrações da incrível Carla Monteiro. Ilustrações – cerca de duas ou três na altura -, com as quais me apaixonei assim que as vi e que me fizeram dizer prontamente que seria capaz de escrever a história. Acho possível que a personagem tenho muito da sua criadora. Todavia, tanto a criação como o desenvolvimento da personagem baseou-se, para mim, em larga medida, naqueles que ainda não encontraram um amor incondicional e que fique.

P&S - Qual foi o ponto de partida para esta história?
RM - O ponto de partida é uma menina solitária que vive à beira-mar. Ela tem cabelos mágicos: quando está feliz o seu cabelo estica e fica cor de cereja; quando está triste essa cor foge e chegam os caracóis. O seu nome é Maria Cereja e ela quer descobrir de onde vem o amor.

P&S - Pergunta para o autor do livro: De onde vem o amor?
RM - Página 32 do livro “Maria Cereja e João Violino” (risos).

P&S - O livro propõe-se a responder a esta questão?
RM - Propõe uma compreensão possível e que, naturalmente, me parece ser importante numa sociedade cada vez menos orientada para entregas emocionais e afectivas, onde ainda o egoísmo me parece não parar de crescer. Nesta intenção tento incluir outra que me interessa muito falar: a promoção da aceitação incondicional da diversidade humana. Tanto a Maria Cereja como o João Violino ajudam-me a dar esse entendimento e fazer prova de que é o caminho para a felicidade de todos, e não só de um grupo de pessoas como ainda se pensa.

P&S - Qual é o papel que a ilustração representa?
RM - Num livro como este considero que a ilustração tem um papel tão importante quanto a escrita. Tratam-se de duas forma de comunicar sem que nenhuma delas se sobreponha à outra. Pessoalmente, considero fascinante que duas formas de arte se juntem por um objectivo comum e assim se potenciem.

P&S - Qual é a próxima aventura de Rui Machado?
RM - Será um novo livro que espero publicar no final deste ano. Trata-se de um trabalho escrito em co-autoria e que consistirá num conjunto de cartas que troquei, no último ano, com uma escritora que admiro, corajosa o suficiente para ter aceitado conhecer-me através de epistolas. Num tempo em que o hábito de enviar cartas se perdeu, pareceu-me sedutor fazê-lo.

Mais sobre Carla Monteiro:
A ilustradora freelancer assume-se uma apaixonada pelas artes e por todos os contornos que estão na base da sensibilidade humana. Encontrou na psicologia uma ponte para unir a paixão pela expressão plástica e a curiosidade sobre o funcionamento psicoafetivo do ser humano.
Está disponível para ilustração de material didático, dicionários ilustrados, álbuns ilustrados, desenho cientifico, entre outros. Contacto: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Sinopse:
Maria Cereja era uma menina solitária de cabelos mágicos que vivia à beira-mar. Quando estava feliz o seu cabelo esticava e ficava cor de cereja; quando estava triste essa cor fugia e chegavam os caracóis. Foi desde pequena que tentou fazer uma descoberta que muito influenciava os seus cabelos: De onde vinha o Amor? Num dia, conheceu João Violino, um rapaz de pele escura, cor de chocolate, que tocava violino de uma forma sublime. Era a sua forma de comunicar pois não falava. Será que juntos terão a oportunidade de descobrir a resposta que tanto Maria Cereja procurava? Maria Cereja e João Violino é um conto juvenil que cuida temas como o Amor, coragem, igualdade e inclusão.

Ficha Técnica:
Título: “Maria Cereja e João Violino”
Autor: Rui Machado
Ilustração: Carla Monteiro
Ano: 2018
Editora: Euedito




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